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Iniciação dos Cavaleiros e dos Reis na Cristandade Medieval

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Visto pela perspectiva moderna, o mundo medieval com toda a sua estrutura monárquica pode ser entendido somente como um desdobramento natural, um acontecimento de um determinado momento histórico, vazio de sentido e até caricato, como exibido em muitos filmes de época, algo obsoleto e já “superado” pela modernidade.

Mas o que é pouco falado sobre aquela época é que naquela estrutura encimada pela monarquia e pelo sacerdócio, todas as artes, ofícios e funções daquela sociedade eram vias espirituais, eram vias iniciáticas: com seus ritos, conhecimentos e práticas específicos, como era o caso das ordens de cavalaria e das mais diversas ordens de ofícios (pedreiros, marceneiros, ferreiros, padeiros, sapateiros, alfaiates, perfumistas, etc). Era, portanto, uma sociedade cuja cultura de todas as camadas era unificada por uma visão de mundo completamente sacralizada, onde todas as atividades do homem eram vistas em Deus, por Deus e através de Deus, e não simplesmente como uma crença cega (como a cultura moderna quis nos fazer acreditar), mas como um conhecimento, como uma experiência e como uma prática de contínua transformação de si mediante o seu ofício e/ou sua função naquela sociedade.

Uma das referências para aquela estrutura social foram as obras clássicas do teólogo cristão do século V Dionísio Pseudo-Areopagita (fortemente inspiradas nos grandes neoplatônicos Proclo e Plotino), em especial aquela intitulada A Hierarquia Celeste, na qual descreveu com enorme clareza e precisão para a civilização cristã então nascente a organização hierárquica dos anjos. E a Idade Média, como toda sociedade tradicional, espelhava e ansiava por “materializar” essa hierarquia na terra (embaixo como em cima), ou seja, aspirava por uma vida do Espírito materializada em um corpo social em um modo de vida vertical, integral e inteiro.

Neste sentido não existia separação entre o sagrado e o profano. Todos os ofícios e todas as funções sociais eram meios, vias autenticas para se chegar a Realização Espiritual. Seja através de vias mais contemplativas e dos serviços divinos, vias de ações generosas, vias guerreiras dos sacrifícios heroicos, vias artísticas e vias de centenas de ofícios.

Os estratos sociais mais altos como os Reis, a Nobreza e os Cavaleiros, eram considerados nobres não pelo mero sentido social, mas no sentido etimológico da palavra: nobre, do latim nobilis, que tem a mesma raiz de Gnose (conhecimento iluminativo, salvífico), sendo nobre, portanto, aquele que tem o conhecimento interior profundo e vivencial: a sabedoria espiritual.

Alcançar essa Nobreza Interior pela Via Heroica, evidenciada nos símbolos dos brasões, era uma conquista daqueles que percorria a via iniciática “guerreira”, formada, como todas as outras vias anteriormente citadas, por ritos específicos e iniciações, a fim de alcançar o tão almejado Santo Graal (“cálice sagrado” cujo sentido a obra magistral de Patrick Paul O Segredo do Graal Volume 1 e 2 torna claro).

A Iniciação dos Cavaleiros e a Iniciação dos Reis de Gerard de Sorval, que é – juntamente com Patrick Paul – um dos maiores especialistas na Tradição iniciática da Cavalaria e na linguagem simbólica e esotérica dos brasões, recompõe nesta obra as características da espiritualidade cavaleiresca e régia não somente como mística, mas também como iniciação, ou seja, como pedagogia interior ativa, que permite o ingresso no caminho da Realização espiritual completa, que conduz à verdadeira Realeza interior do ser humano.

Um só homem podia governar ou exercer uma autoridade sobre os outros quando era qualificado moral e espiritualmente para tal”.  Gérard de Sorval

Texto: Kleiton Fontes – Revisão: Américo Sommerman
Recorte Literário: Marcelo Paganotti

Gérard de Sorval (1950 – ) é um historiador, filósofo e poeta francês contemporâneo. Considerado um dos maiores especialistas no simbolismo da heráldica e iniciação cavaleiresca cristã (cavalaria medieval).

Foi co-fundador do Grupo de Pesquisa Universitária Tradição e Modernidade. Dedicou-se por décadas a pesquisas sobre a Tradição Cristã na doutrina real francesa e na iniciação régia, que ele considera como as principais matrizes do desenvolvimento da civilização europeia. Todos os seus trabalhos e publicações visam restaurar as chaves da compreensão do mundo antigo. Também é considerado um dos maiores especialistas na Franco-Maçonaria e no grande pensador e metafísico francês da primeira metade do século XX René Guénon.

Na França, até o presente momento, publicou as seguintes obras:

  • La voie chevaleresque et l’initiation royale dans la tradition chrétienne [A iniciação dos cavaleiros e a iniciação dos reis na tradição cristã];
  • Le langage secret du blason [A linguagem secreta do brasão];
  • La marelle ou Les sept marches du paradis: Itinéraire initiatique [A Amarelinha ou Os Sete Passos do Paraíso: Itinerário de iniciação];
  • Calendrier perpétuel des Rois de France [Calendário Perpétuo dos Reis da França;
  • Le Lac du Signe [O lago do Cisne].

Em coautoria com Jean-Claude Marol, publicou:

  • La mise en demeure. Les signes vivants de la chevalerie [A colocação do mobiliário. Os signos vivos da cavalaria];
  • Tiens ta langue[Segure tua língua].

No Brasil, foram traduzidas e publicadas recentemente pela Polar duas de suas três obras principais:

  • A Iniciação dos cavaleiros e a iniciação dos reis na cristandade medieval (2014);
  • O Jogo da Amarelinha e O Jogo da Gansa: o trajeto iniciático dos sete passos do paraíso (2019).

Na Espanha, publicou na forma digital seu artigo intitulado:

  • Reflexiones sobre la iniciación femenina y su vía regia [Reflexões sobre a iniciação feminina e sua via régia]
Peso 0,295 kg
Dimensões 14 × 21 × 1,8 cm
AUTOR

Gerard de Sorval

TRADUÇÃO

Marly Segreto

EDIÇÃO

2ª. Edição, 2013

ISBN-10

8586775185

ISBN-13

978858677518-5

PÁGINAS

199

IDIOMA

Português, BR

ENCADERNAÇÃO

Brochura

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