Livros Fundamentais das Grandes Tradições Espirituais até então Inéditos na Língua Portuguesa
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Tratado das Enéadas

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Sobre o Autor

Ouça também um Recorte Literário desta obra. Duração de 4 min.

A Escola de Filosofia de Plotino em Roma era escola era amigável e informal, e estava aberta a todos os interessados pela filosofia Platônica; no entanto, a sua maior parte era constituída por seus amigos e admiradores. As suas aulas seguiam sempre o mesmo formato: de início, era lido um trecho da obra de Platão, em seguida Plotino apresentava as suas perspectivas sobre aquele determinado tema e, na sequência, abria a discussão para todos os alunos presentes. Uma vez levantada uma questão, a mesma era discutida até ser exaurida.

Suas especulações intelectuais e inquietações contemplativas tinham como temas centrais todas as questões existenciais e espirituais relacionadas a vida e a natureza do ser humano em todas as suas dimensões. Plotino não tinha nenhum interesse pela política. A sua proposta e constante busca era em acessar as realidades que estavam além das aparências e os sentidos.

A sua filosofia abarcava o conceito de vida perfeita (eudaimonia) possível para o homem que dominou a razão e a contemplação, estado alcançável e possível partindo do Mundo Sensível, via introspecção, indo além dos sentidos, acessando a Alma do Mundo, depois o Intelecto (Inteligência), e chegando, por fim, à união (integração) com o Uno. Para Plotino, o Uno não é apenas um conceito intelectual, mas algo que pode ser experimentado, uma experiência onde se ultrapassa toda multiplicidade. Segundo Porfírio, seu principal biógrafo, durante sua vida Plotino alcançou tal união com Deus por quatro vezes, estado esse descrito por outras Tradições Espirituais com liberação e/ou união mística.

Foi considerado por muitos filósofos platônicos posteriores como “a glória da filosofia antiga”, como o depositário e o revelador mais claro da sabedoria grega. Seu legado e suas obras influenciaram de maneira fundamental as três grandes Tradições Abraâmicas (o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo), bem como alguns dos grandes autores do Renascimento. Dentre aqueles que foram enormemente influenciados por Plotino podemos citar: Santo Ambrósio, Santo Agostinho, Dionísio Pseudo-Areopagita, Boécio, Santo Alberto Magno, São Tomás de Aquino, Dante Alighieri, Mestre Eckhart, Johanes Tauler, Nicolau de Cusa, São João da Cruz, Marsílio Ficino, Pico de la Mirandola, Giordano Bruno, Al Farabi, Avicena, Shelomoh Ibn Gabirol, Espinosa, Leibniz, Coleridge, Henri Bergson e, contemporaneamente, Jacques Maritain e Giovanni Reale.

Suas Obras completas ficaram conhecidas como “Enéadas” (fazendo referência ao número 9), título que lhes foi dado por seu discípulo e editor Porfírio por se tratar de nove tratados organizados em seis livros, totalizando o número de cinquenta e quatro tratados. Cada tratado é sempre apresentado de maneira independente, assim como eram suas aulas, mantendo uma conexão do começo ao fim com o seu núcleo temático.

Quando da primeira edição desta obra pela Polar no ano 2000, Plotino inacreditavelmente ainda era inédito na língua portuguesa! Foi para suprir o quanto antes essa lacuna grave, a Polar publicou 12 tratados dos 54 escritos por Plotino, a fim de a tornar acessível o quanto antes ao público de língua portuguesa, para matar a sede de muitos, e também para que a nossa publicação estimulasse outras editoras a posteriormente publicassem a totalidade dos 54 tratados. Eis os títulos dos 12 tratados que selecionamos de maneira cuidadosa e criteriosa para compor esta nossa edição pioneira:

– Sobre o Belo;
– Sobre o Primeiro Bem e os outros Bens;
– Sobre a Dialética;
– Como o que está abaixo do Primeiro provém Dele; e sobre o Uno;
– Sobre a Origem e a Ordem dos Seres que vêm depois do Primeiro;
– As Três Hipóstases Iniciais;
– Sobre a Descida da Alma nos Corpos;
– Sobre o Amor;
– Sobre o Bem ou o Uno;
– Sobre o nosso Daimón;
– Sobre a Essência da Alma I;
– Sobre a Essência da Alma II;

Texto: Kleiton Fontes – Revisão: Américo Sommerman
Recorte Literário: Marcelo Paganotti

Plotino (205 d.C. – 270 d.C.) foi um dos principais filósofos platônicos da antiguidade. Responsável por reavivar o estudo de Platão no mundo antigo, sendo considerado o Pai do neoplatonismo.

Nasceu no ano de 205 d.C. na cidade de Licópolis no Egito. Especialista alegam que era um egípcio nativo, mas com ascendência romana ou egípcia helenizada.

No ano de 232 d.C., aos vinte e sete anos, fez uma viagem para Alexandria para iniciar os seus estudos de filosofia. Mesmo depois de conhecer muitos professores da área, manteve-se insatisfeito, até ouvir falar de um professor chamado Amônio Sacas (175 d.C.–242 d.C.) grande platônico autodidata da época. Ao ouvir uma única aula, declarou para o seu amigo: “Este é quem eu estava procurando”, e iniciou os seus estudos de maneira intensa com esse novo instrutor. Foram 11 anos de discipulado, marcados por muita dedicação e assiduidade.

No ano de 243d.C, aos 38 anos, decidiu ampliar os seus estudos e buscou um contato direto com as culturas do Oriente: as tradições de sabedoria da Pérsia (atual Irã) e da Índia, e para isso juntou-se ao exército do Imperador Marco Antonio Górdio que marchava em direção à Pérsia. Alguns especialistas alegam que não há registros sobre as suas experiências em contato com a cultura oriental, outros alegam que a campanha bélica foi um fracasso, e o filósofo se viu abandonado em terra estrangeira, passando por grandes dificuldades para seguir seu caminho até Antióquia (sul da Turquia, região fronteiriça com a Síria), onde permaneceu por 2 anos.

No ano de 244 d.C., aos 40 anos, mudou-se para Roma, centro do Império Romano, cidade onde fundou a Escola Neoplatônica de Roma, da qual foi o seu primeiro escolarca, tendo sido sucedido por Porfírio e posteriormente por Jâmblico (250 d.C. – 330 d.C.). A Escola foi um local que atraiu muitos discípulos e admiradores, um público formado por homens e mulheres da aristocracia e também das classes mais humildes. Ganhou uma grande reputação na sociedade romana, autoridade conquista pelo seu ensino filosófico e pela prática de vida cotidiana. Chegou a ser eleito tutor (guardião) de crianças que perderam os pais de forma precoce, pois era considerado como dotado de elevadíssimas virtudes. Foi nessa cidade que passou o resto de sua vida.

A sua principal obra ganhou o nome de Enéadas, contendo tratados que foram editados e compilados por seu discípulo e biografo Porfírio, durante o período que conviveu com seu instrutor (do ano 253 d.C. até o ano de 270 d.C.). Esta obra é formada por 54 tratados divididos em 6 capítulos, totalizando 9 partes, por isso é chamada de ‘Enéadas’, que significa nove em grego.

Seus escritos influenciaram profundamente e fundamentaram o pensamento cristão, islâmico e judaico, bem como os pensadores de proa do Renascimento Italiano.

No ano de 270, aos 65 anos veio a falecer na cidade de Campânia, sul da Itália, em decorrência de problemas intestinais.

Peso 0,260 kg
Dimensões 14 × 21 × 1,2 cm
TRADUÇÃO

Américo Sommerman

AUTOR

Plotino

ISBN-10

85-86775-02-9

ISBN-13

978858677502-4

PÁGINAS

184

IDIOMA

Português, BR

ENCADERNAÇÃO

Brochura

1 avaliação para Tratado das Enéadas

  1. PAULO ROBERTO VARJÃO CARDOSO FILHO

    Muito boa esta coletânea , deveria haver uma tradução de todas as Enéadas para o português, este livro deixou-me com um desejo imenso de ler outros escritos de Plotino.

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